POLÍTICA DO NÚCLEO

Este espaço foi criado e autorizado pela Sociedade de Veteranos de 1932, sede em São Paulo ( veja em Matérias Públicadas seu estatuto). Como um núcleo de pesquisas tem por objetivo investigar e trazer à memória de toda a sociedade sãopedrense a história da Revolução Constitucionalista de 1932, seus objetivos e os resultados. Por São Pedro 36 foram alistados, sendo 27 natos, inclusive meu pai.Dentre os enviados um faleceu em combate ao socorrer um amigo baleado e por esse ato de bravura é o expoente deste grupo de heróis: José Augusto Frota Escobar. Cerca de 16 colaboradores locais na retaguarda também estiveram ligados ao movimento. Todos devem ser devidamente honrados meste espaço, a partir das suas biografias que devem ser preparadas por suas famílias . São heróis sao-pedrenses. Insistimos que haja rigor com a verdade dos fatos, devendo ser relatados aqueles que tenham alguma possibilidade de serem comprovados por relato próprio em diário, carta, correios de guerra, livros e provas documentais. Evite relatar fatos não comprováveis, para não entrar em choque com o relato das biografias dos demais combatentes e colocar o relato em risco. A responsabilidade das informações será plenamente atribuída ao seu autor cujo nome deverá acompanhar a publicação neste espaço.

Contato:

João Francisco de Aguiar
Presidente
-e-mail: jfaguiar@uol.com.br








quinta-feira, 30 de agosto de 2012

PROCEDIMENTOS PARA ASSOCIAÇÃO À SOCIEDADE DE VETERANOS DE 1932



PROCEDIMENTOS
1º - Imprima a folha que está em anexo (Ficha de Inscrição ou Proposta de Admissão) e preencha os dados com caneta preta com letra legível; ( ABAIXO)
2º - Pegue 02 (duas) fotos suas (não precisa ser de terno e gravata e nem datada) 3x4 mais uma cópia simples (preto e branco) da sua R.G. (documento de identidade) e mais esta Proposta de Sócio que imprimiu e preencheu com seus dados e coloque tudo num envelope de carta e envie à:

3- Sociedade dos Veteranos de 32 - MMDC (Proposta de Novo Sócio)
A/C da Sra. Marinei
Rua Anita Garibaldi nº 25 - Centro - Sé
CEP:  01018-020  São Paulo - SP

Daí:

4- Você aguarda, tranquilo, em sua casa que Dona Marinei (Secretária do MMDC) lhe enviará no seu e-mail um boleto no valor de R$55,00 que vem a ser o pagamento do 1º trimestre da anuidade (R$45,00) mais a taxa de adesão de R$10,00, daí

5- Você imprime este boleto e paga na agência do Banco que consta nele, acho que é no Santander e guarda este comprovante;

6- Depois, passado outros 3 meses, a Dona Marinei lhe enviará também em seu e-mail novo boleto no valor de R$45,00 que você também irá imprimir e pagá-lo até a data do vencimento que ali consta como no caso acima no item 5, e assim por diante a cada 3 meses perfazendo a anuidade atual que é de R$180,00;
Obs.: Caso você achar trabalhoso ir ao banco a cada 3 meses para efetuar o depósito, telefone para a Dona Marinei no fone de contato (11) 3105-8541 que ela confecciona 1 boleto só no valor de R$190,00 relativo à R$180,00 da anuidade total mais R$10,00 da taxa de Matrícula.

Nota: Não tem taxa de mensalidade é só esta anuidade e a ficha de inscrição o procedimento é o contido no item 1 ao 3 acima descrito.




 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Responsabilidade pelo NC de São Pedro

ESTATUTO



nc são pedro por são paulo
12º Núcleo de Correspondência (NC) da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC


“CONOSCO MARCHA A VITÓRIA!”




Núcleo de Correspondência fundado em 20 de Julho de 2012
No ano comemorativo do 80º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932

JOao FRANCISCO DE AGUIAR
Presidente-Fundador
MARIA APARECIDA
FRACASSE DE BARROS
MARIA DO CARMO MENDES
DE ANDRADE E SOUZA
1º Vice Presidenta - Fundadora
2º Vice Presidenta - Fundadora





SÃO PEDRO, SP
Atualizado em 18 de Agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

OS OBJETIVOS DO NUCLEO DE CORRESPONDENCIA

Estatuto Social

CAPÍTULO II

DOS OBJETIVOS

Artigo 4º – O NCSPSP tem como OBJETIVO PRIMÁRIO pesquisar fatos relativos à memória e os feitos de pessoas que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, sejam elas nascidos em São Pedro ou que neste município vieram a residir, estejam elas em vida ou falecidos, que em combate estiveram ou nele, direta ou indiretamente tenham participado, falecido e/ou contribuído para a defesa do Estado de São Paulo nos oitenta e nove dias que duraram a dita revolução (9 de julho a 2 de outubro de 1932), de forma a gerar informações e difundir conhecimento por meio de:
Parágrafo 1º – conteúdos de textos e/ou imagens disponibilizados no portal da NCSPSP na rede mundial de computadores, portal esse de livre acesso, sob hospedagem gratuita e mantido sem ônus algum ao NCSPSP ou à SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC;
Parágrafo 2º – conteúdos de textos e/ou imagens para publicação no órgão de impressa oficial da SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC, qual seja, o jornal digital 32 EM MOVIMENTO;
Parágrafo 3º – conteúdos de textos e/ou imagens para publicação em jornais de São Pedro e região;
Parágrafo 4º – conteúdos de textos e/ou imagens para publicação em livros digitais e/ou impressos, sejam de cunho acadêmico, científico ou literário;
Parágrafo 5º – conteúdos de textos e/ou imagens apresentados em palestras, cursos, seminários, conferências, congressos, colóquios ou seminários, sejam realizados em instituições do meio civil ou militar, por iniciativa própria do NCSPSP ou em resposta à solicitação de qualquer uma dessas instituições;
Parágrafo 6º – conteúdos de textos escritos e orais e/ou imagens apresentados em entrevistas concedidas a meios de rádio, web e teledifusão;

Artigo 5º – O NCSPSP tem como objetivo SECUNDÁRIO um conjunto de ações que nos parágrafos a seguir é discriminado:
Parágrafo 1º – prestigiar e/ou propor eventos a serem promovidos por organizações civis e/ou militares que visem rememorar e/ou honrar os feitos e personalidades partícipes do Movimento Constitucionalista de 32, em particular no que se refere à participação de São Pedro neste movimento, em especial nas datas de 23 de Maio (Dia da Juventude Constitucionalista, 09 de Julho (Dia do Soldado Constitucionalista) e 02 de Outubro (Dia da cessação das hostilidades do Movimento Constitucionalista de 1932);
Parágrafo 2º – buscar e fomentar parcerias e intercâmbios de pesquisa e compartilhamento de resultados de pesquisa relativos ao resgate e ao enaltecimento da memória e dos feitos de pessoas que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932, sejam elas nascidas em São Pedro ou que neste município vieram a residir, estejam elas em vida ou falecidos, entre Instituições, Entidades e Associações afins, sejam civis ou militares, públicas ou privadas, no território nacional ou fora deste;
Parágrafo 3º – Assessorar e/ou auxiliar no que for solicitado pela SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC, bem como, realizar e executar outras ações que sejam de interesse desta entidade, desde que não entre em conflito com a especificidade de trabalho e operação deste núcleo.
Parágrafo 4º – Outras atividades que a juízo e/ou recomendação da SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC, sejam de interesse na realização de seus objetivos e finalidades, desde que atendidas as especificidades da modalidade correspondência a que se destina esse núcleo, na forma do presente estatuto.
Parágrafo 5º – Homenagear personalidades, civis e militares, nacionais ou estrangeiras, com honrarias e distinções que venham a ser criadas pelo NCSPSP e aprovadas pela presidência da SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC, tendo em vista o reconhecimento aos relevantes serviços e colaborações prestadas por aquelas personalidades no cumprimento do que prescreve o Artigo 4º desse Estatuto e/ou à memória dos Veteranos de São Pedro da Revolução Constitucionalista de 1932.

Artigo 6º – No desempenho de suas atividades, o NCSPSP observará os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economia e eficiência e não fará qualquer discriminação de raça, cor, gênero ou religião, bem como adotará praticas de gestão necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual e coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no núcleo.
Artigo 7º – o NCSPSP poderá ainda celebrar acordos e termos de parceria com pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras a fim de garantir o sucesso na consecução dos objetivos previstos nos artigos 4º e 5º desse estatuto;

CAMPANHA DOS 500 ASSOCIADOS NOVOS PARA A SOCIEDADE DE VETERANOS DE 1932


sábado, 25 de agosto de 2012





SEXTA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2012


COMUNICADO AOS ASSOCIADOS E COLABORADORES DA SOCIEDADE VETERANOS DE 32 - mmdc
Palavras de: CEL. PM Mário Fonseca Ventura
Presidente da Sociedade Veteranos de  32 - MMDC

Face delicada situação financeira que a Sociedade Veteranos de 32-MMDC vem sofrendo nos últimos meses, onde a inadimplência de associados é algo que não coaduna com os nossos esforços, iremos aplicar a punição estatutária aos devedores recalcitrantes, isto é o desligamento da Sociedade em definitivo.
Para tanto precisamos revitalizar, arejar e dotar o MMDC de instrumentos tais que permitam que os ideais de 32 sejam levados seriamente adiante. A campanha dos 500 associados novos é no sentido pleno de renovação do quadro associativo, substituindo as pessoas que não souberam honrar com suas obrigações para com a Sociedade. Precisamos de mentes e braços acalorados de gente nova dando mais gás à nossa Instituição. Precisamos, urgentemente, de atrair os mais novos e motivar os atuais associados, pois sempre farão parte da nossa história, mas no sentido positivo e não como está acontecendo nos dias atuais. 
Infelizmente o atual quadro associativo não permite, em 50% de sua totalidade, que exerçamos com sucesso o nosso papel. Medidas drásticas precisam ser tomadas, doa a quem doer. Boletos são enviados, cobranças são feitas e pessoas simplesmente se fazem de ouvidos moucos aos nossos apelos.
O nosso sucesso está justamente na descentralização dos nossos ideais, como estamos fazendo, com a colaboração de pessoas irmanadas no nosso desiderato.
A finalidade precípua estatutária é justamente honrar com os feitos e os fatos de 32 e não apenas procurar comparecer em festas e receber honrarias, na maioria das vezes indevida, pois assim que alguns associados receberam medalhas da Sociedade simplesmente se "esqueceram" de seus compromissos para com a Associação. 

http://www.sociedademmdc.com.br/2012/08/aviso-aos-associados-importante.html

http://ventura-memriasdoventura.blogspot.com.br/2012/08/campanha-dos-500-associados-novos-para.htmlCampanha dos 500 Novos Associados da Sociedade dos Veteranos de 1932 - MMDC
 
 
 
 

DIRETORIA DA SOCIEDADE DOS VETERANOS DE 32/MMDC

DA POSSE DOS MEMBROS NA SOCIEDADE VETERANOS DE 32/MMDC

    Foram empossados em 07/07/2011:

Presidente: Cel PM Res Mario Fonseca Ventura;
Vice-Presidente: Cel PM Res Antonio Carlos Mendes;
Presidente do Conselho Deliberativo: Cel PM Jairo Paes de Lira;
Vice-Presidente do Conselho Deliberativo: Pedro Paulo Penna Trindade;
Presidente do Conselho Fiscal: Dr. Fernando Lopes David;
Secretário da Comissão de Medalha: Cap PM Anísio Araújo dos Santos;
Tesoureiro: Cap PM Anísio Araújo dos Santos;
Diretor de Cerimonial: Markus Runk;
Diretor do Departamento da Juventude; Rodrigo Varrotti Pereira;
Diretor do Museu Histórico: Prof. José Carlos de Barros Lima;
Diretora do Arquivo Histórico e Biblioteca: Margarida Rosa de Lima;
Diretor do Monumento - Mausoléu do Soldado Constitucionalista: Prof. José Carlos de Barros Lima;
Capelão: Ten Cel PM Osvaldo Palópito;
Diretora Social: Dra. Maria Lúcia de Camargo;
Diretora de Comunicação Social: Camila Lourenço Giudice Runk;
Diretor Jurídico: Dr. Carlos Alberto Maciel Romagnoli;
Comandante do Exército Constitucionalista: Alfredo Pires;
Comitê Operacional: Sabina Vasconcelos Costa (Coordenadora), Júlio Darvas e Tenente PM Caetano
Presidente do COFAM: Camila Giudice ( a partir de 21/04/2012 )
Secretaria: Marinei Chalub

SOCIEDADE DE VETERANOS DE 32-MMDC (Sede em São Paulo-SP)

Presidente em Exercício:
Mário Fonseca Ventura (Coronel PM Res)
e-mail: celmario@gmail.com

Secretária
Marinei Chalub
Rua Anita Garibaldi, 25 Centro - SP - CEP 01018-020
Fones (11) 31058541/ (11)24413821
e-mail: 
Da Sociedade dos Veteranos: mmdc.32@terra.com.br

 

Fotos por ocasião da Cerimonia de comemoração a 09/07/1932 em Piracicaba

                                  Maria Helena Toledo ( Presidente do NC de Jaguariuna), Romeu Gomes de Oliveira ( Herói de 1932), Scar Antonio Bressan ( Herói de 1932)  e eu ( Joao Francisco de Aguiar) em Piracicaba, por ocasião da Cerimonia de Comemoração pela passagem do 09 de Julho, em 09/07/2012 passado.
Com muita honra  eles permitiram nossa foto pois tanto o pai de Maria Helena, Joaquim Norberto de Toledo, como meu pai Sebastião de Azevedo Aguiar, ambos amigos e herois de 1932 estiveram na mesma batalha em prol de uma constituição democrática para o Brasil.
( NC neste blog significa sempre Nucleo de Correspondência da Sociedade dos Veteranos de 32/MMDC)

                                                      Da esquerda paraa direita Sr Egydio Tisiani, Presidente do NC de Piracicaba, a Diretora do Museu de Piracicaba, eu, Maria Helena, uma senhora e Edson Rontani, nesta mesma ocasião fomos agraciados com o Diploma de Honra ao Mérito Capitão João RodriguesGonçalves pela nossa contribuição para a causa da REvolução Constitucionalista de  1932.

Autoridades presentes à cerimonia de 09/07/1932 : Presidente da Câmara de Vereadores de Piracicaba, Vereador João Manoel dos Santos e os representantes das armas, Exército, Polícia,
Bombeiros e Tiro de Guerra.

Recrutas do Tiro de Gerra encaminhando-se para o hasteamento das bandeiras.
Sr. Egydio Tsiani, Presidente do NC de Piracicaba entrega diplomas
Sr. Edison Rontani, VP do NC de Piracicaba profere palavras de exaltação ao movimento de 1932.
Da esquerda eu, Maria Helena, a diretora do Museu de Piracicaba e demais participantes da cerimonia em 09/07/2012 passado
Um poeta de Piracicaba declama exaltando 1932

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Revolução Constitucionalista de 1932 (breve relato)

Encarte distribuído por ocasião das comemorações de 09/07/2008 no Ibirapuera (SP)








segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"A REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932 EM SÃO PEDRO "

"A revolução constitucionalista de 1932 em São Pedro"
MARCAS DO PASSADO
A revolução constitucionalista de 1932 foi uma explosão de civismo que tomou conta de todos os paulistas - os saopedrenses nao deixaram por menos. Todos irmanaram-se no mesmo ideal: lutar por São Paulo e pela liberdade democrática. Os paulistas tinham apoiado a Revolução de 1930, que preconizava um governo liberal, mas foram enganados por Getulio Vargas, que instalou no país um governo totalitário e antidemocrático. Ao perceber isso afastaram-se do governo central, que passou a considerar São Paulo uma terra inimiga.Para conseguir apoio de outros Estados o Governo Federal espalhou faltos boatos. Dizia que os paulistas estavam revoltados porque tinham perdido o cargo da presidência. Espalhou também que os paulistas eram comunistas e que pretendiam separar-se do Brasil.
Ao contrário das outras revoluções ocorridas no passado e que eram quase sempre separatistas, a de 1932 queria apenas uma Constituição democrática e liberal para todos os brasileiros, a legalidade, eleições livres e confiáveis e o voto secreto. Os boatos getulistas provocaram ressentimentos e medo nos irmãos de outras regiões. Todos vieram lutar contra os paulistas.

As lutas iniciaram-se em  09 de Julho de 1932. Todos se engajaram: homens, mulheres, professores,estudantes, sacerdotes, magistrados, jornalistas e gente simples do povo. Até estrangeiros lutaram pela causa. Eram tantos os voluntários que os uniformes se esgotaram. Organizaram-se grupos de mulheres para a confecção de roupas, bandeiras e agasalhos. Pobres, ricos, patroas e empregadas, todos unidos pelo memso ideal.
Em São Pedro, como em todas as cidades paulistas, logo após a eclosão do movimento revolucionário, realizou-se um comício na praça principal ( Praça Matriz). Reunidos no antigo coreto líderes locais esclareciam o verdadeiro sentido da Revolução ao povo ali presente. Tocados em seu brio, muitos se alistaram ali mesmo, logo após os discursos. Em poucos dias São Pedro já contava com 27 participantes que se dispuseram a partir para a luta em favor da grande causa paulista.Todos jovens, de diferentes profissões, porém com um único objetivo: lutar pela Constituição e garantir a democracia no país. Interessante lembrar a figura singular de uma estudante normalista saopedrense, a futura professora Ondina de Toledo Mendes. No comício a que nos referimos, no antigo coreto, ela fez um inflamado discurso que emocionou os que assistiam. O entusiasmo fez com que vários jovens se alistassem como voluntários. Ondina também se alistou como enfermeira mas, por determinaçãodo Comando da Revolução precisou permanecer em São Pedro como cooordenadora, encarregada de arrecadar roupas, alimentos e remédios paa os combatentes e suas famílias.
Dos 27 (*) que se alistaram 26 voltaram ao final da revolução. Um deles não teve a mesma sorte. Faleceu durante os combates em Buri, onde prestava assistência aos feridos, uma vez que era farmaceutico formado. Ao socorrer um companheiro ferido, foi alvejado pelo inimigo. Seu nome: José Augusto Escobar, trineto do povoador de São Pedro.



Em 1982, no 50 ano da Revolução de 1932 a Prefeitura municipal de São Pedro homenageou os heróis com uma bela cerimônia perto da Rodoviária. Ali foi erguido um marco, com os nomes dos rapazes. O jornalista Pedro Paulo Pena Trindade escreveu no jornal O Estado de São Paulo, em 2007: " há exatos 75 anos estourava a guerra dos paulistas, data que jamais poderá ser apagada do calendário cívico daqueles que amam a liberdade. O Nove de Julho servirá sempre como paradigma de patriotismo  a todas as gerações futuras". Data que os saopedrenses que amam a liberdade e a democracia não podem apagar da sua memória.
Fonte: FRACASSE DE BARROS, Maria A; ANDRADE E SOUSA, Maria do Carmo M.de e SANTOS, Rodrigo Luiz dos." Conto, canto e encanto com a minha história. São Pedro Educação e Turismo.2009.
(*) Os 28 eram saopedrensses natos e apenas estes constam do atual ícone;  outros 8 alistaram-se por São Pedro mas eram nascidos em outras localidades. Os 36 merecem ser honrados igualmente pois arriscaram suas vidas pela revolução constitucionalista de 1932 pela cidade de São Pedro.A-revolucao-constitucionalista-de-1932.http://mmdcsaopedro.blogspot.com.br/2012/08/a-revolucao-consttucionalista-de-32-em.html

domingo, 19 de agosto de 2012

CURIOSIDADES SOBRE 1932

1. TRES DATAS IMPORTANTES NA REVOLUÇÃO DE 1932

1.1 23 de maio de 1932: Revolta da praça da República, paulistas invadem a sede do Partido Popular Paulista (PPP), ligado ao Governo Federal. São feridos  e morrem 4 civis paulistas, Martins Miragaia, Drausio e Camargo dando origem a sigla ( oficial) MMDC que caracteriza a Revolução de 1932.

1.2 09 de Julho de 1932: o início do movimento armado, ou da própria Revolução de 1932

1.3  04 de Outubro de 1932: data do fim da revolução de 1932 com a rendição dos paulistas

2. REVOLUÇÃO DE 1932 EM NÚMEROS

2.1 Alistaram-se entre 45 e 55.000 homens, inexperientes em armas, foram aceitos cerca de 34.000  (58% voluntários e inexperientes e 42%  ´Força Pública e Exército);
2.2 Lutaram comtra 300 a 350.000 homens das forças federais. A relação foi de 1 x 10 e entre os paulistas 58% sem experiencia !!!
2.3 ocorreram 64 combates principais, no Vale do Paraíba;
2.3 Em poderio aéreo o Governo FEderal contava com 24 aviões militares contra 7 avioes civis adaptados dos paulistas;
2.2 período de combates: 87 dias ( entre 09/07/1932 e 04/10/1932), aproximadamente (apenas) tres meses
2.3 Haviam apenas cerca d 28.000 fusis e cerca de 1 metralhadora para cada 35 homens ( o recomendável seria 1 x 25). Havia limitação de gastos de balas por combatente.
2.4 Voluntários e baixas por cidade
2.4.1 De Piracicaba partiram dois grupos, um com 600 inscritos e outro com 200, totalizando 800 combatentes e o total de baixas foi de 34 vidas.
2.4.2. De São Pedro inscreveram-se 36 voluntários ( 28 natos e 8 de fora), sendo que 1 faleceu na revolução, José Augusto Frota Escobar. Herói com distinção, pois foi baleado quando pretendia resgatar um companheiro ferido.Ambos tombaram na batalha.
2.4.3 Das forças paulistas mais de 900 se foram. O Governo Federal nunca divulgou suas baixas.

3. CURIOSIDADES DA REVOLUÇÃO DE 1932
3.1 O ULTIMO CONFLITO ARMADO NO BRASIL: o último conflito armado no Brasil foi o de 1932.
3.2  MMDC : é a sigla que deriva dos nomes dos 4 civis mortos em 23 de Maio de 1932 ( Martins, Miragais, Drausio e Camargo) por ocasião da invasao por civis da sede do Partido Popular Paulista (PPP) controlado por federais.  Posteriormente outro civil que também invadiu o PPP foi Alvarenga, como faleceu alguns meses depois mas participou do movimento seu nome acabou por dar origem a uma medalha. Alguns desejaram trocar a sigla por MMDC-A, mas oficialmente isso não foi realizado.As circunstancias foram diversas. Os 4 a morrerm na invasão da sede do PPP foram Martins, Miragais, Drausio e Camargo, daí a sigla oficialmente reconhecida por MMDC.

3.3 O MAIOR CONFLITO BÉLICO DO PAÍS NO SECULO XX: a Revolução Constitucionalista de 1932 foi o maior conflito bélico da história brasileira no século XX, quase 100.000 himens combatendo. Estima-se que  o Exercito Federal tinha 55.000 homens enquanto os consttucionalistas apenas 30.000.


3.4  A MATRACA: partindo de Piracicaba o destino, onde se aloja o batalhão,  é o quartel de Quitaúna, supervisionado pelo General Bertholdo Klinger. De lá, segue para Cruzeiro, sendo ovacionado em cada estação por onde passa o trem: Taubaté, Caçapava e Queluz.  Octávio Teixeira Mendes, diante da limitação das armas paulistas, inventa a "catraca", que passara a ser conhecida como "matraca", pois fazia barulho similar ao de uma metrlhadora, imitava o somdas rajadas com grande poder de fogo.
 A historiadora Maria Celestina Teixeira Mendes relata toda essa saga, da qual seu pai foi um dos líderes, com detalhes, em seu livro "Otávio Teixeira Mendes e sua Piracicaba". Nele se descreve a "catraca"  que passou a ser conhecida como "matraca", havendo um modelo da invenção no Museu Histórico de Ribeirão Preto. Ver detalhes em ( procure "matraca".)
.http://voluntariosdepiracicaba.blogspost.com.br

sábado, 18 de agosto de 2012

JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR: SOLDADO VOLUNTÁRIO E COMBATENTE DE 1932

JOAQUIM NORBERTO DE TOLEDO JUNIOR



Quincas ou Quinzinho, como era mais conhecido, nasceu em São Pedro, estado de São Paulo,em 19 de setembro de 1906, filho do professor e Coronel Joaquim Norberto de Toledo e da professora Ambrosina Bonilha de Toledo. Eram seus irmãos Luiz e Geraldo, que também lutaram na revolução, Gertrudes, Marieta, Luiza, Maria Cândida, Ana Maria, Maria Augusta e Maria José. Foi funcionário público estadual, no Corpo de Segurança do Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo, classificado no Gabinete de Investigações. Alistou-se como voluntário em 16 de julho de 1932, em Piracicaba, no 1º Batalhão Piracicabano, sob o nº 1.079 do 4º B.C.R. e 2ª Cia. do 6º R.I  no 1º Batalhão Piracicabano, sob o nº 1.079 do 4º B.C.R. e 2ª Cia. do 6º R.I .


Em 23 de julho seguiu para a frente Norte (Vale do Paraíba) onde já operava a 2º Divisão de Infantaria (2ª. D.I.O), sob o comando do General Euclides de Figueiredo. Esteve nos setores de Queluz e Cruzeiro e depois acompanhou o mesmo batalhão para São José dos Barreiros e foi incorporado ao Destacamento do Coronel José Joaquim de Andrade. Participou de vários combates principalmente em Areias, Silveiras e Fazenda Palmeira.

Em Silveiras, o grupo de Quincas foi incorporado definitivamente ao 6º R.I. e era composto pelos piracicabanos Sargento Semionato, Cabo Lauro Catulé e os soldados Joaquim Norberto de Toledo Junior, Antonio Balestro, Barrento, Fernão, Eduir, Josaphat, Ruy, Tacito , Paulo e Henrique Gritti . Faziam parte também do grupo o fuzileiro Boanerges e o municiador 1.109 do 6º R.I.

Em 28 de agosto foi transferido para o 6º Regimento de Infantaria (6º R.I.) com o qual seguiu para Guaratinguetá. Depois foi para Caçapava, Campos do Jordão e São Luiz de Paraitinga, onde o alcançou o armistício de 1º de outubro, recolhendo-se então ao quartel de seu regimento.
Seus parentes que também lutaram na Revolução foram: seus irmãos Luiz Bonilha de Toledo e Geraldo Pinto de Toledo, sua irmã Gertrudes de Toledo, sua sobrinha Ondina Mendes Parreira e Henrique Gritti, marido de sua sobrinha Duta.NOTA 1


                                            

Quincas, em pé e à esquerda, em Campos de Jordão,



Após o término da Revolução retornou para São Paulo  em setembro de 1932 retomando a seu antigo posto no Gabinete de Investigações.

Casou-se em 1945 com Ana da Silva de Toledo, nascida em Guaíra estado de São Paulo, com quem teve cinco filhos: Luiz Augusto Silva de Toledo, José Joaquim Silva de Toledo, Maria Helena de Toledo, Maria Aparecida de Toledo e Joaquim Norberto de Toledo Neto.

Em 1963 aposentou-se e retornou à sua cidade, São Pedro, onde desenvolveu diversas atividades sociais e culturais. Entre elas, idealizou e fundou, juntamente com outros, a Guarda Mirim de São Pedro.

Faleceu em 14 de maio de 1968 em consequência de um ataque cardíaco. Foi sepultado no cemitério de São Pedro e em seu túmulo constam os dizeres, a seu próprio pedido: “Nasci em São Paulo, vivi por São Paulo e morri em São Paulo”.

                                                      Quincas e seu irmão Luiz, julho de 1932


Redigido por Maria Helena Toledo Silveira Melo com a colaboração de seu marido Dr. Luiz Antonio da Silveira Melo.
ps. Se o leitor quiser saber mais inclusive como era a experiencia de "Quiincas trincheiras veja no blog de Piracicaba, buscando por seu nome.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CRIAÇÃO OFICIAL DO NC DE SÃO PEDRO

Assunto: De Cel Mário Ventura
Assunto: Fwd: ESTATUTO DO NC DE SÃO PEDRO
Para: 
Data: Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012, 13:06
MEUS IRMÃOS CONSTITUCIONALISTAS
ESTÁ APROVADO O ESTATUTO DO NC DE SÃO PEDRO
MINHAS BOAS VINDAS AO
PRESIDENTE JOÃO FRANCISCO DE AGUIAR,
VICE-PRESIDENTE: MARIA APARECIDA FRACASSE DE BARROS E
VICE-PRESIDENTE MARIA DO CARMO MENDES DE ANDRADE E SOUZA.
Mini-curriculo de cada um dos acima nomeados:
João Francisco de Aguiar: Economista e professor universitário, Doutor em Administração de Empresas
Maria Aparecida Fracasse de Barros: professora, historiadora e funcionária da secretaria da cultura na Prefeitura Municipal de São Pedro
Maria do Carmo Mendes de Andrade e Souza: professora, historiadora e advogada.  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SEBASTIÃO DE AZEVEDO AGUIAR ( "ZITO") EM 1932



           
Biografia de Sebastião de Azevedo Aguiar "Zito"
(autoria de seu  filho,  Joao Francisco de Aguiar).
       
Nascido em 08/11/1903 em São Pedro - SP, filho de Francisco Mendez de Aguiar e Maria Augusta de Aparecida Aguiar, fez o curso primário no Grupo Escolar Gustavo Teixeira e posteriormente a Escola de Contabilidade em Piracicaba. Casou-se com Maria Apparecida Gravena de Aguiar ( professora do curso primário ), “Cida Gravena”, “Artista da Terra de São Pedro”, pintora da natureza, e teve três filhos João Francisco de Aguiar ( economista e professor universitário), Enio Sebastião de Azevedo Aguiar ( Engenheiro civil e empresário) e Viviani Aparecida de Aguiar, bacharel em pedagogia e artes plásticas, professora e funcionária pública da Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP. Alistou-se em 1924 como voluntário no Grupo de Piracicaba para servir ao chamado por uma nova constituição em 1932 e foi enviado com outros piracicabanos à batalha. Segundo relato pessoal conforme carta de seu punho publicado nesta página entrou em combate em 18/07/1932 na Fazenda Palmeiras, em Areias - SP. Para efeito da Comissão do artigo 30 das disposições transitórias do Estado de São Paulo e nos termos do artigo 12 letra da lei 211 de 07/12/1948 houve reconhecimento da sua participação no movimento constituinte, processo numero 13269 em 14/05/1951. Ver fotos a seguir mostrando seu envolvimento ativo na REvolução de 1932: a primeira foto foi tirada por ocasião do seu alistamento em 1932.

 Zito Aguiar tinha orgulho e sentia-se muito honrado pela decisao tomada

                                       Sebastião de Azevedo Aguiar (Zito Aguiar) pronto para
                                                           integrar o Batalhão de Piracicaba


                                                                                                                                              
                                      Sebastião de Azevedo Aguiar, esquerda, com seu inseparável
                                       amigo "Joaquim Norberto,  "Quinzinho" Norberto.
 "Zito Aguiar", na fila de baixo, segundo à direita, em posição de descanso, mas em
estado de alerta, com seus amigos voluntários do Batalhão de Piracicaba e São Pedro.




Carta de punho de Zito Aguiar guardada pelo seu amigo "Quinzinho Norberto"
Esta carta prova que Zito Aguiar entrou em combate em 17/09/1932

Recebe a Medalha da Constituição pela participação na Revolução de 32


Zito Aguiar escreve cartas para sua mãe Maria Augusta de Aguiar em Sao Pedro



"Zito Aguiar" : valente mas dócil à sua mãe  mãe Maria Augusta de Aguiar
Medalha de Honra ganha pela participação na Revolução de 1932




Zito Aguiar na Revolução de 1932
( objetos já doados ao Museu de São Pedro mas ainda em poder do seu filho JFA )

Participação reconhecida pelo Governo do Estado de SPaulo


Retornando a Piracicaba foi admitido na secretaria do Engenho Central onde trabalhou de  1932 a 1937. Uuma vez concluido o curso de técnico em contabilidade foi admitido na Prefeitura Municipal de são Pedro como tesoureiro, ocupando a vaga deixada por Gustavo Texeiram insigne poeta da terra de São Pedro.  Por sua fidelidade reconhecida foi convidado a ocupar brevemente o cargo de Prefeito Municipal por curto período em 1947. No cargo de tesoureiro permaneceu até 1968 quando aposentou-se. Faleceu em 12/06/1972.

Recebeu a Medalha da Constituição nos termos da resolução 330 de 25/06/1962, documento assinado pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, datado de 07/09/1964. Um dos documentos da época relativamente ao  Artigo 30 e o Batalhão piracicabano menciona AGUIAR, SEBASTIÃO DE AZEVEDO Numero 46,- LFicha 1169 prot 7068 e 7777.

Foi um homem temente a Deus, católico, frequentador assíduo da igreja local. De caráter firme, íntegro, reto e compromissado com os melhores  valores e seus superiores, dando um exemplo de vida para todos os seus. Não hesitava em cortar amizades para preservar sua honra e caráter. Tesoureiro da Prefeitura Municipal por mais de 25 anos sem uma só acusação dos inimigos políticos. Sua honestidade e retidão eram  qualidades de todos reconhecida. Esta qualidade foi reconhecida pelo prefeito Lázaro Capelari (“Lazinho”) em seu livro “O Último Coronel”, página 20 (1). A seguir passagens curiosas a respeito do meu pai que bem exemplificam as nobres qualidades do seu caráter. Passagem 1: conta “Lazinho” que certa vez o Delegado em exercício da cidade queria prende-lo, sem motivo justo. No dia marcado Zito Aguiar chega à prefeitura e percebe os portões fechados, como era um dia útil estranhou, mas logo soube do ocorrido e, juntamente com outros funcionários e em grupo foram conversar com o prefeito “Lazinho”. Ao saber da ameaça Zito Aguiar tomou a frente, nas palavras do escritor, e disse em alto e bom som “Prefeito, pedindo desculpas ao Senhor, queremos cientificá-lo de que haverá expediente sim, só sairemos daqui juntos com o Senhor, seja para onde for”.Foram grandes amigos. Passagem 2: anos depois e mais recentemente uma vez buscando um exemplar do livro fui à atual casa da viúva do Sr. Prefeito, D. Amália (95 anos, faleceu recentemente). Alegre e grata ela me dizia: " Joao Francisco, seu pai foi um homem respeitoso, um dia o meu marido contou-me que na época disse ao seu pai, qdo jovens, que estava simpatizando-se comigo. Relatou-me anos depois que Zito Aguiar imediatamente interveio "Olhe Lazinho, essa mulher é digna de tdo respeito". Esse era Zito Aguiar dizia-me D. amália, 95 anos, já acamada, faleceu pouco depois.Uma mulher com M maiusculo. Passagem 3: contava minha máe (falecida em 2010) que meu pai já era funcionário da prefeitura municipal e homem de alta confiança do prefeito local. Certa vez adentrou em nossa residência um homem que se dizia amigo do meu pai. Sempre bem recebido, como de costume, este homem  relatava seu problema. dizia ele: " Sabe Zito minha filha acabou de passar no concurso público em Sao Pedro, para professora, mas sua colocação, acima do 10 lugar, destinou-a ao alto da Serra de São Pedro, como ela está grávida estamos muito preocupados; meu pai cumprimentou-o pela filha mas recebeu a seguinte proposta. Sabe Zito, dizia ele, ouvi dizer que voce tem a lista dos classificados, a voce conferida pelo prefeito em confiança, ainda nao anunciada, como eu tenho uma leitoa cevada e no ponto, queria muito da-la a voce, se voce fizesse um favorzinho, apenas trocasse o nome dela colocando-a abaixo da 10 posição, assim ela assumiria o lugar em São Pedro dando-nos tranquilidade quanto à gravidez. Meu pai, ao tomar ciência da proposta indecorosa não titubeou: "Voce acha que eu me vendo por leitoa e por dinheiro ? Saia já daqui seu safado e soltou alguns palavrões". Rompeu amizade de pronto.Já com uns 40 anos negociava a venda de títulos em um banco, haviam sobrado uns US$ 200.000 no final do ano; o parceiro veio com voz arrastada me propor " Aguiar, vamos deixar essa grana para asss casstanhass...imediatamente veio a leitoa cevada à minha memória e quase mandei o sujeito engulir o telefone.Voce vai dar tudo até o último centavo para os japoneses eu berrei na linha ( trabalhei em um banco japones por 11 anos). Passagem 4: Estava eu com uns 10 anos de idade, sentado com  meu pai no onibus da viação piracicabana, que fazia o trajeto São Pedro-Piracicaba. Nem bem o Ónibus partiu meu pai notou dois bancos à frente que um moço não parava de irritar uma moça com quem estava sentado. Ela visivelmente chateada resistia. Na saída de São Pedro onde hoje fica o portal, meu pai irritado foi a frente, dirigiu-se ao motorista, seu conhecido e falou "Oi fulano, pare o onibus, alguem vai  descer". O motorista meio confuso obedeceu. Meu pai dirigiu-se ao rapaz , olhar incisivo, e falou: " Voce vai descer aqui". O rapaz borrado de medo começou a levanar-se, a moça quis ajuda-lo. Meu pai falou: não não, está tudo bem, ele fica aqui e agora o problema é comigo. Ao descer do onibus meu pai disse ao motorista: feche a porta e siga viagem. E fomos tranquilos ao nosso destino...Esse nunca mais vai esquecer esta experiência e quem sabe um dia possa até dizer aos seus descendentes que o próximo merece respeito sempre.  Passagem 5: Meu pai tinha o hábito de referir-se a certos intelectuais com maus modos : " esse é um burrão !!!". Nunca podia compreender porque alguém com curso universitário poderia ser um burrão..Anos mais tarde entendi perfeitamente, meu pai queria dizer que tal sujeito, embora graduado e especializado na sua profissão  era mau educado e não tinha valores adequados. Passagem 6: Relatou-me outro dia  um sobrinho seu, hoje com mais de 80 anos, que havia em São Pedro uma moça linda, desejada por todos os homens e ela tinha simpatia pelo meu pai; um dia meu pai chegou-se a ela e disse-lhe: fulana, gosto de voce mas voce não é para mim, voce é rica, eu sou de familia com posses limitadas, nunca poderia dar-lhe o nível de vida que voce merece ter...Passagem 7: Há uns 3 anos atrás estive visitando um primo primeiro meu o advogado Dirceu Aguiar ( filho de Epaminondas Aguiar, uns 20 anos a mais que eu), que me contou uma experiencia sobre meu pai na trincheira. Dizia o meu primo Dirceu Aguiar: " Seu pai na trincheira me disse que quase sempre tinha a prática de levantar-se um pouco, colocar a sua mão sobre a borda e atirar e costumava dizer "toma café quente seu legalista derrotado...". Passagem 8:  Meu pai amava a sua família e irmãos. Certa vez nós já tinhamos uma residência mas seus irmãos não. Na distribuição da herança do meu avô, meu pai, sentindo que estava em situação mais confortável que seus irmãos, sem residência, não titubeou e disse : " Eu abro mão pelos meus irmãos" e abriu mão de participar da partilha de uma ou duas residências. Durante muito tempo não entendi a sua atitude, mas hoje, com 61 anos, vejo que ele agiu corretamente, como sempre, colocando sua familia de origem em honra. Ele preferia ter veículos velhos ( tivemos vários) a ver os irmãos sem digna situação, nós já tínhmos a nossa casa própria, financiada por ser miha mae professora concursada.  Passagem 9: Em casa tinhamos de tudo,  mas com parcimonia, sem esbanjar. às vezes eu lhe pedia algum dinheiro, ele dizia que só no final do mes. Um dia cheguei a lhe dizer: mas pai, voce toma conta do dinheiro não ? Ele me dizia com paciência: "estou em um rio e não posso beber água", referindo-se ao caixa intocável da prefeitura municipal !!! Esse era meu pai. Cada vez que releio essas notas lágrimas brotam dos meus olhos...Que caráter ele tinha !!! Por tudo isso é que decidi colaborar com a causa de 1932, causa que para ele era de grande honra, é o mínimo que posso fazer para ser digno de ter sido seu filho. "Zito Aguiar", meu herói !!!              
(1)Fonte: Editora Degaspari: Piracicaba, 2002. Http://www.graficadegaspari.com.br.